Brasileiros preferem poupança e bancos à Bitcoin e corretoras, aponta pesquisa

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Uma pesquisa realizada pela Capital Research, revelou que 70% dos brasileiros pretendem investir em 2020.

Porém dos 30% que disseram não ter a pretensão, as “condições financeiras” aparecem como o principal motivo (52%) para não investir.

Já “outras prioridades” são a segunda principal razão, com 38%.

Segundo informou a empresa, a pesquisa foi realizada com 2.500 pessoas, de todas as regiões do Brasil.

Poupança sim, Bitcoin não

No entanto, apesar do alto índice de intenção de investimento, o tipo de investimento que atrai 41% dos respondentes é a poupança e não o Bitcoin.

Já investimento em ações aparecem em segundo lugar, com 38%.

“Notamos que embora exista a intenção de investir, boa parte das pessoas ainda dá preferência à tradicional poupança, que bateu recorde, no mês de maio, com captação líquida de R$ 37,2 bilhões, segundo o Banco Central. Diante disso, entendemos que boa parte das pessoas tem um perfil conservador de investimento e que há um déficit de educação financeira no Brasil, pois há outras opções de risco tão baixo quanto o da poupança, mas com rentabilidades bem mais interessantes”, afirma Samuel Torres, analista-chefe da Capital Research, empresa do grupo Red Ventures.

Brasileiros preferem bancos

A pesquisa revelou também que os investidores brasileiros ainda mantém grande confiança com os bancos.

Assim, as instituições bancárias são as preferidas para os investidores nacionais.

O levantamento revelou que 44% disseram investir seu dinheiro pelo aplicativo do banco e 37% pelo app da corretora de investimentos.

“Mais importante do que saber quem está certo e quem está errado nessa batalha, o investidor deve aproveitar a oportunidade para entender como o mercado funciona. Nesse sentido, para que o investidor tome a melhor decisão possível seja de como ou com quem investir é preciso que ele tenha acesso a todas as informações, o que ainda é um desafio no Brasil”, relatou Torres.

Brasileiros ja negociaram R$ 108 bilhões em Bitcoin

No entanto apesar dos brasileiros preferirem investir na poupança do que em criptomoedas as negociações de criptoativos no Brasil tem se mostrando aquecidas.

Assim, somente no mês de março os brasileiros negociaram quase R$ 9 bilhões em Bitcoin e criptomoedas.

Já entre entre agosto de 2019, quando começou a valer as regras da IN 1888, até março de 2020, último mês computado até o momento pela Receita Federal os brasileiros negociaram R$ 108.577.697.764

Os dados não computam as negociação em fundos de criptomoedas aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como é o caso da BLP Asset, QR Assets e Hashdex.

Hashdex

No caso da Hashdex o fundo de criptomoedas Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM, da gestora brasileira, completou seis meses no mercado na última segunda-feira (15), com desempenho positivo.

De acordo com uma nota enviada pela assessoria da Hashdex ao Cointelegraph Brasil, o Explorer, que tem 40% de exposição a criptoativos, cresceu 24,15% desde o seu lançamento.

Recentemente a corretora XP passou a disponibilizar o fundo de criptomoedas da gestora voltado para investidores do varejo, o Discovery, através de sua plataforma.

O Discovery, da Hashdex, é um fundo voltado para o varejo, com exposição a criptomoedas como o Bitcoin e outras altcoins. O investimento mínimo no fundo é de R$ 500.

Antes, a XP já oferecia o fundo Explorer, também da Hashdex, mas voltado a investidores qualificados, com investimentos superiores a R$ 1 milhão.

Além disso, o investimento mínimo do Explorer é de R$ 10 mil e através de intermediários.

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Fonte Cointelegraph

Last modified: 1 de julho de 2020