Coronavírus é mais eficiente que o Bitcoin em inserir desbancarizados na economia revela Banco Central

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A pandemia do coronavírus tem sido muito mais eficiente que o Bitcon e as criptomoedas na tarefa de incluir os desbancarizados na economia.

Desta forma, segundo o Banco Central do Brasil, somente a partir de março deste ano 9,8 milhões de brasileiros iniciaram relacionamento bancário.

Antes da pandemia, de acordo com o BC, 165,6 milhões de brasileiros tinham conta em instituição financeira. Já atualmente, 175,4 milhões de pessoas têm algum relacionamento bancário.

O mercado de criptomoedas teria “ganhado” no Brasil, no mesmo período, cerca de 1 milhão de novos usuários segundo um cruzamento de dados relativos ao crescimentos dos clientes nas exchanges de criptomoedas e o numero de usuários informados pela empresas a Receita Federal.

Segundo o Banco Central, o numero de novos bancarizados pode ter sido impulsioando pelas medidas de isolamento social que acabaram obrigado boa parte da população a migrar do dinheiro em espécie para os pagamentos digiais e também o pagamento do auxílio emergencial do Governo Federal.

Inclusão Financeira

Porém embora quase 10 milhões de pessoas tenham começado a usar o sistema financeiro tradicional a inclusão financeira ainda é um desafio no Brasil.

Estimasse que ainda há cerca de 36 milhões ainda ficam de fora do sistema financeiro.

No entanto o problema não envolve apenas ter ou não conta em banco tendo em vista que o acesso a serviços digitais ainda é uma barreira no país pois 20,9% das residências brasileiras não têm acesso a internet.

Além disso, segundo dados do BC, o número de municípios sem atendimento bancário saltou nos últimos anos. Hoje, são 2.345 cidades sem agência, 22,3% a mais que em 2012.

Há ainda no país cerca de 380 municípios que, além de não terem agência, não contam com ponto de atendimento ou caixa eletrônico.

“É difícil quantificar quem é bancarizado. O dado do BC mostra quem tem qualquer relacionamento bancário. Para mim, o bancarizado precisa ter pelo menos conta-corrente ou poupança e movimentar, pelo menos parcialmente. Se isso fosse considerado, possivelmente seriam mais de 50 milhões fora do sistema financeiro”, destacou a Folha o professor de finanças do Insper Ricardo Rocha.

O BC afirma que entre a população adulta, o percentual de bancarizados é expressivo, já que quase 174 milhões de brasileiros têm mais de 14 anos e, desta forma, “apenas” haveria 13 milhões de brasileiros sem relacionamento bancário.

“Nesse sentido, espera-se que o Pix contribua para a bancarização, por ser um sistema de pagamentos aberto, que contará com mais de 700 instituições participantes, de uso fácil e barato, e que permitirá a maior utilização do sistema financeiro pela população”, afirma o BC.

Fintechs e Pix

Além do BC as fintechs estão apostando todas as fichas no Pix para atrair novos clientes e lançando novidades que estarão conectadas ao novo sistema de pagamentos do Banco Central.

O banco digital pernambucano Zro Bank que oferece transações em real e BTC, diz já ter investido R$ 500 mil na preparação da empresa para o PIX.

Segundo o CTO da fintech, Marco Carnut, a empresa quer aproveitar o sistema para atrair os clientes para novos produtos:

“O principal desafio com o Pix é iniciar a operação, junto com outras demandas de produtos que já tínhamos”

Ele ainda diz que com o PIX, o plano é comprar e vender moedas todos os dias e horas da semana, aumentando o tempo do usuário na plataforma.

A fintech deve lançar um cartão de crédito e diversificar a carteira com dólar e euro em breve. Em três meses, a empresa espera chegar a 100.000 clientes.

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Fonte Cointelegraph

Last modified: 19 de outubro de 2020