Fintech brasileira se une à Bradesco e Mastercard e lança conta digital no WhatsApp com blockchain

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O empresário brasileiro Roberto Marinho Filho, que chegou a ser um dos conselheiros da exchange de Bitcoin e criptomoedas E-Juno, anunciou uma parceria com o Banco Bradesco, o Banco Matera e a gigante mundial de cartões Mastercard, para o lançamento do primeiro banco digital que funciona dentro das plataformas do Facebook (Facebook, WhatsApp e Instagram) e que será operado com blockchain.

Segundo publicação do Jornal Valor Econômico em 13 de fevereiro, Marinho lançará, depois do Carnaval, a “Conta ZAP” que será a primeira conta bancária digital brasileira a operar 100% nas plataformas digitais.

O empresário destaca que o público que pretende atingir são as pessoas de baixa renda e os desbancarizados que, apesar de não possuir conta em banco, tem um smartphone e contas nas redes sociais.

“As pessoas passam em média seis horas diárias mexendo no celular e, disso, 80% é uso desses aplicativos. A Zap é uma conta voltada para a baixa renda, que não tem pacote de internet para ficar acessando portal ou celular com memória para vários aplicativos, e utiliza celular majoritariamente para ‘mensageria’, que é gratuita”,diz Marinho.

Embora o serviço deva ser disponibilizado somente depois do Carnaval o empresário relata que a Conta Zap já está em operação, em fase de testes, por meio de parcerias e contas gratuitas, entre elas, uma parceria com as torcidas do Corinthians, Gaviões da Fiel e Camisa 12.

Somente neste teste o banco já registrou mais de 450 mil contas.

“Rodamos um piloto de maio a outubro, somando 140 mil contas só nesses dois grupos do clube, que torce para futebol oficial mas também tem o grupo de futebol de salão e o grupo de samba. É um público amplo (…) São 450 mil contas, isso é conta digital em operação porque desconsideramos automaticamente aquelas que passam mais de 90 dias sem alguma transação”, revelou ao Valor.

Para viabilizar a iniciativa o empresário fez uma parceria com o Banco Bradesco e o Banco Matera, que serão responsáveis pela custódia dos ativos dos clientes e pela plataforma bancária.

Já a infraestrutura digital será realizada pela Amazon em seu serviço AWS. Também há uma parceria com a Mastercard para o fornecimento de cartões para os clientes.

O banco também terá infraestrutura baseada em blockchain assim como produtos específicos desenvolvidos com a tecnologia do Bitcoin, do qual o empresário tem amplo conhecimento por conta de sua atuação na E-Juno e também seu interesse declarado por Blockchain, criptomoedas e novas tecnologias.

Além do Brasil o empresário também destaca que há expectativa de expansão para outros países da América Latina, como Paraguai, Argentina e Peru já que a companhia fez uma sociedade com o grupo paraguaio Zuccolillo, dono do Banco Atlas.

“O caminho era basicamente aproveitar a experiência fazendo o back-office de mais de cem instituições financeiras para criar um negócio para o cliente final e esse modelo de conta digital já é muito mais avançado na Índia e na China”, finalizou o empresário.

Como noticiou o Cointelegraph, enquanto os bancos caminham para adoção de blockchain, as instituições financeiras não querem relação com empresas de bitcoin e criptomoedas.

Recentemente a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) entidade que reúne os principais bancos do Brasil declarou, em nota oficial encaminhada ao Cointelegraph, que não acha interessante exchanges de criptoativos participarem do sistema de open banking.

“É fundamental que os participantes do Open Banking sejam entidades autorizadas e reguladas pelo Banco Central”, declarou. Desta forma, se a sugestão for acatada pelo Bacen deixará de fora do sistema exchanges de Bitcoin e criptomoedas e também as “BigTechs” como FacebookGoogle e Apple.

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Fonte Cointelegraph

Last modified: 13 de fevereiro de 2020