Sem pagar clientes, GenBit culpa CVM e ‘desvalorização’ do BTC por atraso nos saques

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Nota: Este texto foi atualizado em 23 de janeiro de 2019.

A GenBit, empresa que oferecia até 4% de retorno garantido em supostas operações com Bitcoin e criptomoedas, afirmou que a culpa dos saques atrasados na empresa é da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de uma suposta desvalorização do Bitcoin.

Acusada de pirâmide financeira, a Genbit vem sendo alvo de investigações pelo Ministério Público, que pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão de ativos da empresa e de seus sócios.

Com saques atrasados desde o ano passado, a GenBit afirma que só pagará seus clientes com uma criptomoeda própria, chamda Treep Token (TPK). Proposta que já foi considerada ilegal pela justiça em processos abertos contra a empresa por investidores.

Segundo vem declarando a empresa, embora o Bitcoin tenha valorizado mais de 90% em 2019, segundo a GenBit ouve uma “maxidesvalorização dos ativos digitais”, fato que teria prejudicado as atividades da suposta pirâmide e levado ao atraso no pagamento de seus clientes.

Além disso, a Genbit alega que as “crescentes orientações” da CVM também prejudicaram a empresa. Contudo não esclarece que a CVM determinou por duas vezes que a empresa suspendesse suas atividades pois elas não estava regularizadas pela autarquia, contudo, em ambas as orientações a GenBit ignorou a CVM e não informou seus clientes sobre porque não tinha buscado obter autorização ou dispensa do regulador.

Recentemente a empresa declarou que está sofrendo ‘dificuldades adicionais’ pois com os saques atrasados, clientes buscado na justiça reaver o dinheiro aplicado na empresa, e, com isso, conseguido bloquear valores em contas bancárias da GenBit e de seus sócios.

“No atual momento, os valores disponíveis nas contas bancárias das pessoas jurídicas e das pessoas físicas dos sócios da empresa foram bloqueados pela justiça, impossibilitando assim, o pagamento a alguns fornecedores”, declarou.

Resposta da Genbit

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Genbit entrou em contato com o Cointelegraph Brasil e negou as informações da matéria. Veja a nota na íntegra abaixo:

Mais uma vez, a reportagem do Cointelegraph publica informações erradas e sem a devida checagem. Categoricamente, é preciso afirmar que é equivocado o texto “Sem pagar clientes, GenBit declara que ninguém vai receber Bitcoin, culpa CVM e a desvalorização do BTC por atrasos nos saques”. Todos os ativos digitais custodiados na exchange são unicamente dos clientes e já estão disponíveis na plataforma segura de blockchain, podendo ser vendida ou transacionada entre carteiras.
 
O portal erra ao afirmar que a GenBit não pagará os clientes com moeda real ou bitcoin. Os clientes, que são os únicos proprietários dos ativos digitais, têm as opções de transacionar seus ativos que são criptomoedas, ou usá-los para compras no Clube de Vantagens Treep.
 
O Treep Token citado na reportagem é um ativo digital específico que pode sim ser usado para transações comerciais com empresas parceiras do Clube de Vantagens. Dizer que os clientes terão que converter seus ativos apenas em TPK está incorreto, pois qualquer ativo digital negociável pode ser convertido em outro.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou que o Ministério Público esclareça porque deseja bloquear R$ 1 bilhão em bens e ativos ligados a GenBit /Zero10. 

O MPSP iniciou uma Ação Civil Pública contra a Gensa Serviços Digitais S/A, Zurich Capita de Investimentos Eireli, HDN participações S/A, Procar Rent a Car S/A, New Tiger Merchant Bank Ltda, Arbor Serviços de Gestão Financeira, Genbit Serviços Digitais LTDA, Genbit Solutions LTDA bem como seus respectivos sócios por conta das atividades da suposta pirâmide financeira Genbit / Zero10.

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Fonte Cointelegraph

Last modified: 22 de janeiro de 2020